Relatório da pesquisa ’Prostituição no Ceará’
Inicialmente foi verificada a prostituição nas redondezas da cidade Aracati, onde é possível ver prostitutas passeando pela cidade de moto, conquistando seus clientes pela rua, algumas freqüentam um barzinho que fica perto da Igreja Matriz, em busca de seus negociadores.
A procura direta aos clientes pelas prostitutas e a caçada dos mesmos às prostitutas; que se aproximam, como se não quisessem nada, mas depois de muita bebida e conversa elas dão seu preço pelo produto comercializado.
Numa cidade pequena, de pessoas recatadas, algumas garotas de família, vendo um possível e expressivos lucros na prostituição migram (sem conhecimento da família), para a capital e pontos turísticos do Estado do Ceará em busca do dinheiro dito fácil. E com isso, uma vez descobertas, ficam famosas e geram revoltas na população local, que tem pré-conceito com a profissão. Teve ate uma moça que dançou uma espécie de musica da RAM e acabou por deixar seus instintos aguçados da profissão “SEXO” transparecerem em meio ao público, e foi ridicularizada pelos nativos na internet, migrando então para São Paulo, (dizem que ficou queimada no local).
Temos dois lados da moeda o efeito estufa de um turismo sexual e predatório, (no sentido de estimulo a população local de se prostituir), feito por italianos, portugueses e espanhóis com seus vôos freqüentes, porém esse dinheiro que vêm da Europa estimula o crescimento econômico.
No interior de Acarati, vemos muitas mulheres se prostituindo aos nativos a valores baixos que variam de 30 a 40 reais, nos estabelecimentos locais.
Bordéis em Aracati - Ceará
Quarto
Mictório
A primeira vista pode-se pensar que esta profissão não lhes provém os referidos recursos, mas elas fazem no Maximo cinco programas ao dia, chegando a levantar uma media de R$ 2.500,00 a R$ 3.000,00 ao mês, confessam que depois de sua cota atingida não fazem mais programas na noite a não ser que o cachê aumente acentuadamente.
Em Canoa Quebrada cerca de 80% do “paraíso” já pertence a estrangeiros, segundo os nativos, e hoje movimenta muito mais o turismo que Aracati.
“Em minha ida a Canoa, aconteceu algo a se repensar nesse turismo desenfreado. Depois de dois goles de whisk’s durante um lual findei por passar muito mal, e como nesse meio tempo conheci muita gente estranha, penso que durante uma dança ou outra colocaram algo no meu copo, sorte que estava com artistas do Rio e de Icó, que me deram todo o apoio necessário para voltar para casa, acho que foi um boa noite cinderela, na mesma situação que eu estava uma menina sozinha na praia jogada sem ninguém, vendo que este problema deve ser freqüente peço às autoridades que protejam seus turistas, obrigando os estabelecimentos a servirem bebidas com copos tampas, pois creio que isso possa se tornar uma pratica para aliciamento sexual ou mesmo roubo”.

Na grande Fortaleza, conseguimos entrar em “inferninhos” de alto nível bares, boates, uma prostituta chamada Vera muito bonita, divertida, sensual que gosta daquilo que faz, ou pelo menos de receber pelo o que faz, ela colocou silicone, cuida de sua beleza como se fosse uma artista de Hollywood, seu jeito fascinante conquista a multidão de homens que babam durante sua performance “No queijo”.
“Gosto que conquistar meus clientes, quando quero algum cliente vou lá e conquisto.” (Dia Vera).
Sua vida e daquelas garotas gira em torno da venda do seu corpo, sem problemas com os outros, pensam diferente da posição das prostitutas do interior, Fortaleza vive a apoteose do sexo, um sexo caro e convidativo, “Juro que fiquei até excitada”.
“Meu cachê mesmo custa R$ 250.00, mas têm “gringo malaca” que já veio mais de uma vez a Fortaleza que ta pagando somente R$ 150.00, o cachê cheio é por turistas que vem a primeira vez.” Diz Vera.
Segundo relato de vera e de outras meninas que conhecemos na noite de Fortaleza os “meses quentes estão para vir, os aviões vão vir superlotados de gringos, agora de agosto por diante ate o final da temporada”.
Quanto ao ganho, algumas dizem que fazem apenas mil reais por semana, e outras dizem que chegam a faturar quase 6 mil. “Tudo depende da publicidade”.
(Vera assumiu que nesses meses sua agenda fica cheia e que fecha pacotes para passar ate 15 dias com o mesmo cliente).
As notas dos jornais são claras e refletem bem a prostituição na capital, são paginas e paginas de garotas que se prostituem.
Lembrando que essa é uma media geral da prostituição em cidades turísticas de todo pais.
O jogo se prostituir, gera uma dupla vida: A das aparências- feitas pelas estudantes universitárias e pessoas simples que ainda moram com seus pais no subúrbio e a dos prostíbulos onde elas assumem a personalidade “femmes fatales”, postura de mulheres sedutoras, que vão colecionando histórias dos seus furtivos casos com homens que passam por suas vidas.
A dupla identidade persegue as prostitutas o tempo inteiro, inclusive quando vão à faculdade, pré-conceito que permeia a profissão.
Atriz Adriana Calumby num clube de prostituição em Fortaleza.
Em uma análise do nosso laboratório “No queijo”, dançando para uma clientela especifica, conseguir olhares e proposta que nos fizeram balançar de emoção, não só pela sensação de se sentir uma delas, mas também por ter gringos bonitos, cheirosos, loucos para pagar e reter um pouco da nossa essência, o sexo de um foi aguçado pelo sexo do outro, o estimulo do olhar, do sentir pulsar estimulou o tesão, começamos então a questionar porque esse gringos vem ao Brasil em busca de sexo, será que somos mais
gostosas, dizem que as “putas” brasileiras são as únicas que “gozam”, se bem que esta eu duvido, o prazer está no pagar, mas na Europa é muito caro custa 300 euros e no Brasil alem de tudo tem todo a ginga as pessoas são de bem com a vida. E vou lhe confessar, as prostitutas são seres mágicos, simpáticos, uma boa companhia, tem uma papo muito gostoso e atraente. São pessoas que optam pelo que há de mais pratico para conseguir dinheiro, e muitas pensam com a cabeça de cima. Pensam em sua independência financeira, que venhamos e convenhamos aqui no Brasil é difícil manter a decência para se chegar onde se quer. Não que elas sejam indecentes, falo da decência da consciência de seu corpo, com a venda dele, com o querer o melhor para si, e elas querem crescer para fora. E nesse mundo capitalista, no qual vivemos sempre acabamos abrindo as pernas mais cedo ou mais tarde.
Não sinto vergonha em seu olhar, no seu agir, sinto uma passagem pratica e fiel com o mundo atual de impossibilidades. Hoje posso dizer sou a favor de que a profissional do sexo seja autorizada na sua pratica, elas não afetam ninguém que não queiram ser afetados. Só não sei se perderia essa informalidade da pratica nesse submundo, muitas preferem se manter no escuro, alegam ser mais gostoso e tem sempre uma volta ou esperança de retorno a sua antiga vida. Vejo mais esse fator proteção do Estado para as meninas que estão no interior com seus clientes, sujas e maltrapilhas, essas sim precisam de mais dignidade de vida de ambiente limpos para pratica de sua prostituição.
As mulheres acham que vão encontrar o “Gringo Salvação”. Que não só lhe mudaram a situação financeira mais também lhe proporcionaram o conto da cinderela. Muitas delas sofrem uma vez na Europa de maus tratos, pois tentam dar o famoso golpe da barriga e acabam descobrindo que muitos deles são pessoas comuns, o famoso turista marceneiro que junta grana o ano todo pra vim fazer urgias com as brasileiras.
Na praia do futuro, alem de encontrarmos problemas de uma grande metrópole, vemos nitidamente dançarinas famosas locais se prostituindo a preços elevados. Diz nativo.